
No II ENCOESPORTE nesta quinta-feira (9/6), em São Paulo, o Superintendente Executivo de Esportes do Comitê Olímpico Brasileiro, Marcus Vinícius Freire, anunciou com entusiasmo a empresários brasileiros que os megaeventos Copa do Mundo de Futebol (2014) e Jogos Olímpicos (2016) consolidaram a imagem do Brasil como país capaz de realizar mais eventos internacionais de grande porte, afirmando que tem em sua mesa cerca de 50 propostas de entidades internacionais de diversas modalidades esportivas, propondo ao Brasil organizar seus campeonatos mundiais.
O ENCOESPORTE aconteceu na sede da União Cultural Brasil Estados Unidos e na mesa diretora dos trabalhos estiveram Sueli Aparecida Scutti (Secretaria Nacional do Esporte de Alto Rendimento - SNEAR), Antonio Melício (Secretário Executivo da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos - ABIMAQ), José Eduardo Cintra de Oliveira (Associação Brasileira da Indústria Textil e de Confecções/Associação de Produtores de Fibras Artificiais e Sintéticas - ABIT/ABRAFAS), Paulo Lofreta (Central Brasileira do Setor de Serviços - CEBRASSE), Karina Kwasnicka (Secretaria Executiva da Associação Brasileira das Empresas de Produtos Nutricionais - ABENUTRI), Carlos Eduardo Gouveia (presidente da Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Para Fins Especiais e Congêneres - ABIAD), Maria Luiza Sevieri (diretora do Grupo CIPA), Sérgio Schildt (vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria do Esporte - ABRIESP), Marcelo Rezende (vice-presidente da Câmara Setorial de Prestadores de Serviços da ABRIESP), e o idealizador do evento, Maurício Fernandez (presidente da ABRIESP).
Durante o encontro foram apresentados os eventos Sports Business Congress 2010 e SportBiz - Feira Internacional do Esporte, programados pela GMF Promoções para o período de 25 a 27 de agosto, no Palácio das Convenções do Anhembi, em São Paulo.
Marcelo Rezende afirmou que esses eventos, este ano em 27ª edição, são fundamentais para todos que participam, interferem e querem entender melhor a cadeia produtiva do esporte. No Sports Business estarão palestrantes de empresas responsáveis pelas Copas do Mundo da Alemanha e da África, que trarão suas experiências para o Brasil. Além disso, a indústria nacional receberá pela primeira vez o Prêmio IAKS América Latina, que premiará instalações esportivas em duas categorias.
Maria Luiza Sevieri abordou a Feira de Esportes, explicando detalhes e formato do evento no Anhembi, um evento consagrado no país, que sua empresa assume pela primeira vez.
Marcus Vinícius pediu aos empresários brasileiros para examinar os detalhes da Lei n. 12.035, a chamada Lei do Ato Olímpico, para saber como poderão participar dos Jogos no Rio de Janeiro. Lembrou que são 205 países em 42 modalidades, e que é impossível a uma cidade-sede receber todos os atletas durante o período de treinamento que antecede aos jogos. Abre-se assim a possibilidade da chamada "aclimatação" para inúmeras cidades do país que tenham características ambientais semelhantes ao Rio de Janeiro, mas certamente todas deverão fazer um upgrade em suas instalações de hospedagem, transporte, alimentação e centros de treinamento para poderem receber os atletas olímpicos. "É onde a indústria nacional entra, fornecendo insumos, materiais e equipamentos a essas cidades, fazendo circular muitos serviços e dinheiro. Além disso, os empresários e municípios devem pensar não apenas em 17 dias de Jogos Olímpicos, mas também no 'antes' e no 'depois' do evento, ou seja, na preparação e depois na manutenção da infraestrutura montada. Será essencial buscar uma grande qualificação profissional em todos os segmentos".
Um dos exemplos que mencionou indica as adequações pelas quais o país terá de passar. "Cavalos não podem desembarcar no Rio de Janeiro, só em Viracopos, em Campinas (SP). Vamos ter que buscar uma solução legal e criar toda uma infraestrutura para receber esses animais no Rio. São cavalos caríssimos e nenhum proprietário vai aceitar desembarcá-los em Viracopos e levá-los de caminhão até o Rio. Com todos os implementos necessários, o Rio será o primeiro município no mundo a sediar todas as modalidades em seu território", explicou Marcus Vinícius.
Sobre produtos esportivos, afirmou que a indústria precisa pensar mais a longo prazo para que as modalidades esportivas possam crescer. Como exemplo mencionou que um arco de competição estrangeiro custa entre 12 e 16 mil dólares, - valor elevado para a maioria dos interessados - e um produto nacional, com preço menor, atrairia o interesse de mais praticantes. E assim acontece com muitas outras modalidades que dependem só de equipamentos estrangeiros.
Para Marcus Vinícius, o sonho de todo atleta é ser olímpico. "Participar de uma olimpíada é algo inesquecível. Quando o atleta não é campeão, ficando em décimo ou trigésimo lugar, é alvo de críticas, mas ninguém lembra da luta que teve para se tornar um atleta olímpico", afirmou ao lembrar de sua história como medalhista olímpico de voleibol em 1984, o único de sua cidade, Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul.
Sueli Aparecida Scutti, Secretaria Nacional do Esporte de Alto Rendimento, disse que as portas estão abertas aos empresários, com a simplificação dos processos licitatórios, mas obedecendo às determinações da Lei 8.666, e que seu objetivo é conseguir mais recursos e criar uma estrutura gerencial para o esporte de alto rendimento.
Finalizando, Maurício Fernandez, presidente da ABRIESP, enfatizou o objetivo do II ENCOESPORTE: "Imaginamos agregar todas as indústrias, fornecedores de serviços e profissionais ligados ao esporte, na infraestrutura necessária para os Jogos Olímpicos 2016. Queremos ser parte da festa e não apenas receber a festa. Queremos concorrer de igual para igual com empresas internacionais, visando o fortalecimento do empresário, dos dirigentes e atletas brasileiros".
Foto: Esq. p/ dir: Paulo Lofreta, Marcus Vinícius Freire e Maurício Fernandez
Patrícia S. Mattos (MTB 27.092)
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10-03-2006